Como comentei abaixo em Pintura de apartamento, tenho o hábito de "inventar novidades e abraçá-las como metas a alcançar". Uma delas, iniciada no meio do ano passado, foi a de iniciar um treinamento de corrida e entrar para o Clube de Corrida da academia. Até aí nada diferente do sempre eu: inventar uma novidade para ter com quê se preocupar.
Para começar um treinamento assim, de início cada quilômetro é sofrível e uma mistura de dor generalizada, ofegância e uma completa sensação de desmonte corporal tomaram conta de mim. Dóia tudo, é claro, afinal o máximo que eu tinha corrido até então tinha sido as Olimpíadas Infantis do Colégio Marista de Natal aí pelo começo dos anos 90. E como não poderia ser diferente, a medida que fui ganhando condicionamento, resistência, ousadia e gaiatice, passei a percorrer maiores distâncias no asfalto até que participei da 1a prova em agosto último.
Naturalmente, e como reforcei abaixo em XXXV Corrida Duque de Caxias, após vencida uma prova de 10km, a meta seria a Meia Maratona que ocorreria dois meses depois. Conhecendo esse Daniel que conheço, e fiel a meus princípios-auto-flagélicos (para quem ler hoje, 24/10, amanhã no escritório olho no dicionário se existe essa palavra, mas até lá fica assim), treinei feito um corno: aclives, corridas diurnas, a favor/contra o vento, noturnas, longas distâncias, ritmo intenso; em resumo, melhorei meu tempo, mas o principal foi minha resistência. Estava pronto para correr exatos 21,1 km na V Meia Maratona Internacional da Bahia marcada para o domingo dia 25/10.
Nos últimos dias antes da corrida estava em Recife. Lá, na quinta-feira anterior à prova, corri 7km em Boa Viagem. Fiz um tempo bom (41' - para os meus termos) e fui descansar crente que a meia seria tranquila. Na sexta, entretanto, saí na noite pernambucana e, digamos, tomei umas cinco doses de whiskey. Logo, partindo do axioma popular de que "quem nunca come mel, quando come se lambuza", por analogia, associo que "quem está sem beber, quando bebe se ferra"e foi exatamente o que ocorreu: acordei o sábado com uma ressaca de matar qualquer queniano.
Nesse dia não caminhei, nem mesmo corri ou alonguei. Deixei minha cabeça latejar e passei o dia inteiro em completo repouso na vã ilusão de que estaria pronto para correr no dia seguinte. Puro engano. A ressaca entrou pelo domingo de tal maneira que desde às seis da manhã quando o despertador tocou e ainda ousei levantar para tentar me aprontar, percebi que meu dia seria da redinha na varanda do décimo andar do Itaigara pro sofá e nada de muito movimento - que dirá meias maratonas. Não sei se me arrependi, ainda nem formei opinião a esse respeito, mas desde então eu ri muito. Só de vingança em 2008 vou correr uma maratona inteira: 42,2 km hahaha.
(Ao longo do próximo ano irei postar aqui o desenrolar desse mais novo auto-flagelo).
Para começar um treinamento assim, de início cada quilômetro é sofrível e uma mistura de dor generalizada, ofegância e uma completa sensação de desmonte corporal tomaram conta de mim. Dóia tudo, é claro, afinal o máximo que eu tinha corrido até então tinha sido as Olimpíadas Infantis do Colégio Marista de Natal aí pelo começo dos anos 90. E como não poderia ser diferente, a medida que fui ganhando condicionamento, resistência, ousadia e gaiatice, passei a percorrer maiores distâncias no asfalto até que participei da 1a prova em agosto último.
Naturalmente, e como reforcei abaixo em XXXV Corrida Duque de Caxias, após vencida uma prova de 10km, a meta seria a Meia Maratona que ocorreria dois meses depois. Conhecendo esse Daniel que conheço, e fiel a meus princípios-auto-flagélicos (para quem ler hoje, 24/10, amanhã no escritório olho no dicionário se existe essa palavra, mas até lá fica assim), treinei feito um corno: aclives, corridas diurnas, a favor/contra o vento, noturnas, longas distâncias, ritmo intenso; em resumo, melhorei meu tempo, mas o principal foi minha resistência. Estava pronto para correr exatos 21,1 km na V Meia Maratona Internacional da Bahia marcada para o domingo dia 25/10.
Nos últimos dias antes da corrida estava em Recife. Lá, na quinta-feira anterior à prova, corri 7km em Boa Viagem. Fiz um tempo bom (41' - para os meus termos) e fui descansar crente que a meia seria tranquila. Na sexta, entretanto, saí na noite pernambucana e, digamos, tomei umas cinco doses de whiskey. Logo, partindo do axioma popular de que "quem nunca come mel, quando come se lambuza", por analogia, associo que "quem está sem beber, quando bebe se ferra"e foi exatamente o que ocorreu: acordei o sábado com uma ressaca de matar qualquer queniano.
Nesse dia não caminhei, nem mesmo corri ou alonguei. Deixei minha cabeça latejar e passei o dia inteiro em completo repouso na vã ilusão de que estaria pronto para correr no dia seguinte. Puro engano. A ressaca entrou pelo domingo de tal maneira que desde às seis da manhã quando o despertador tocou e ainda ousei levantar para tentar me aprontar, percebi que meu dia seria da redinha na varanda do décimo andar do Itaigara pro sofá e nada de muito movimento - que dirá meias maratonas. Não sei se me arrependi, ainda nem formei opinião a esse respeito, mas desde então eu ri muito. Só de vingança em 2008 vou correr uma maratona inteira: 42,2 km hahaha.
(Ao longo do próximo ano irei postar aqui o desenrolar desse mais novo auto-flagelo).
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