Tuesday, August 19, 2008

Miguel Mossoró 2008




Na última eleição para prefeito, em 2004, surgiu em Natal um fenômeno das urnas chamado Miguel Mossoró. Militar reformado, de cabelos grisalhos e cheio de idéias bastante curiosas, Miguel terminou o pleito como terceiro mais votado onde conquistou 67.065 votos (mais que a soma de Ney Lopes e Fátima Bezerra, respectivamente quarto e quinto colocados). Seu apoio veio sobretudo da "classe média, estudantes e jovens em geral" os quais, segundo muito se debateu, utilizavam-se do voto como protesto e não em real exercício de democracia.

Em um texto de outubro de 2004 (Miguel Mossoró - O prefeito da Cidade do Sol), escrevi a respeito de uma carreata que participei com Miguel na última quinta antes das eleições. Acredito que esse ano o fenômeno seja de mesma proporção e talvez ele termine, novamente, mais bem colocado que outros nomes mais conhecidos da política potiguar.

Ontem, na TV Universitária, houve o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Natal e suas primeiras propostas incluem plantar uma árvore para cada criança nascida em Natal bem como instalar um teleférico, escada rolante e mirante no Morro do Careca. Para começo de campanha ele está indo bem, entretanto as propostas de 2004 como a ponte Natal-Fernando de Noronha dariam um espaço bem maior na mídia. Acredito que seu apelo popular virá com o tempo e é bem possível que tenha apoio das mesmas camadas de 2004 o que fatalmente atrairá um pouco de atenção ao desgastado cenário político.

Links:
http://www.miguelmossoro36.can.br/

http://tribunadonorte.com.br/84615.html


Monday, August 18, 2008

Alterações no blog

O blog agora está um pouco modificado. Andei mexendo no template e finalmente consegui indexar todos os textos que produzi até hoje. Há um total de 136 posts (14 em rascunho, ainda) com o primeiro datado de 29/07/04. Os temas, como ainda é possível perceber atualmente, passam pelos mais diversos campos incluindo finanças, gastronomia, política e vida diária.

Nessa indexação tive oportunidade de ler todas as poesias que escrevi até hoje. Foram um total de 8 as quais seguem em ordem cronológica (da mais antiga até a última em 05/2007).


Wednesday, August 13, 2008

Moquecas

O cardápio do último sábado foi moqueca de peixe com camarão. A moqueca é um prato baiano de origens afro-brasileiras porém é também reclamado pelos capixabas como sendo originário daquelas bandas. Já comi ambos preparos, tanto baiano quanto o capixaba, entretanto, a nossa (baiana) é mais saborosa por dois motivos: o azeite de dendê e o leite de coco. É comum ouvir as pessoas comentarem que esses ingredientes são engordativos e pouco saudáveis. Concordo. O problema é conseguir fazer pratos apetitosos sem recorrer à gordura e/ou açúcar. Pago para ver.

Vamos à receita, para seis pessoas usei:

- 1Kg de camarão limpo
- 500g de robalo limpo cortado (pode ser em dois pedaços)
- Suco de 3 limões
- 3 tomates em cubos
- 3 cebolas em cubos
- 3 dentes de alho amassados
- 1/2 pimentão em cubo
- 1 tomate em rodelas
- 1 cebola em rodelas
- 1/2 pimentão em rodelas
- 1 xícara de azeite de oliva
- 1/2 xícara de azeite de dendê
- 200ml de leite coco (usei engarrafado, mas o fresco fica melhor)
- Sal
- Pimenta-do-reino branca.

O preparo é simples e descomplicado, bem baiano:

- Lave os camarões e o peixe no suco de limão, tempere com sal e pimenta. Em uma panela (de barro, se houver) junte os camarões, o peixe, o alho e os ingredientes picados, regue com todo o azeite de oliva e metade do dendê. Leve tudo a fogo baixo.
- Após levantar fervura, misture o resto do azeite de dendê, o leite de coco , os ingrediente s cortados em rodelas e deixe cozinhar por mais três minutos.
- Sirva quente, de preferência, leve à mesa ainda em ebulição. Acompanha arroz branco e pirão (cuja receita está logo mais abaixo).

Ressalto que moqueca não leva água. Todo líquido do cozimento vem dos ingredientes e do leite de coco colocado já no final. Por fim, esse é o preparo básico para qualquer tipo de moqueca: peixe, camarão, ostra, mariscada, dentre outros.

O pirão é nível zero de complicação gastronômica. Para a mesma quantidade de pessoas, usei três xícaras de farinha de mandioca com mais duas ou três xícaras do caldo. A depender da qualidade e moagem da farinha, você irá precisar de mais ou menos caldo, porém a questão resolve-se no olho. Por fim, para o pirão, duas colheres de azeite de dendê dão cor e sabor ainda mais baianos.

Para quem topar, uma cocada ou quindim concluem bem a refeição. O nível calórico deve ser bombástico, porém sugere-se comer somente aos sábados para aliviar a consciência.




Monday, August 04, 2008

Molho Pesto

O pesto, originário de Gênova - Itália, (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pesto) traduz para mim o conceito da tão falada comfort food - a evocação de boas lembranças através de pratos caseiros e trivais. De composição simples, preparo rápido e sobretudo armazenável (se bem guardado dura até um mês na geladeira), sempre tenho um pouco dessa receita que aprendi há alguns anos com meu pai e que depois revi em cursos aqui na Bahia. Originalmente, a receita leva pinhole que é uma noz italiana e que depois de importada torna-se muito cara aqui no país - R$150,00/kg. O mais comum é substituir por castanha-de-cajú, porém outras nozes (lato sensu) conseguem efeito similar.

Pesto de manjericão com castanha-de-cajú
  • 1 maço de manjericão lavado e sem os talos (só as folhas)
  • 250 de castanha-de-cajú
  • Duas xícaras de azeite de oliva
  • 100g de parmesão (melhor se ralado na hora, caso de pacote recomendo o Faixa Azul).
O preparo é bem fácil. É só ir colocando/batendo no liquidificador até homogeinizar. É bom, logicamente, ter cuidado ao ir misturando para não forçar demais ou até queimar o liquidificador. Se tiver mixer, é mais simples ainda. Depois de pronto, uma colher de sopa serve uma pessoa e aí é só misturar com uma massa bem quente, recém-escorrida: spaghetti, fusilli, penne ou gnocchi de preferência. O Pesto não deve ser levado a fogo para não derreter o parmesão, por isso é que o calor deve estar todo na massa recém-cozida.

Além dessa, há muitas variações para o mesmo conceito, dentre outras: substituir o manjericão por rúcula, o pinhole por castanha-de-cajú ou do pará (bem mais baratas que se seguirmos a receita original) ou fazer um mix de ervas - salsa, coentro, rúcula e manjericão - essa última nunca fiz.

Por último, uso esse mesmo Pesto para servir carpaccio. É uma alternativa muito boa ao preparo tradicional a base de alcaparras. Convém testar.

Sunday, August 03, 2008

Últimas corridas - Fuzileiros Navais e ECORUN



12/07/08 -Fuzileiros Navais 2008 (Natal) - 8,5km - 51'
Largando da Cervejaria Continental ao som de Cartola e Roberta Sá, a corrida foi leve e de visual muito bacana. Confesso que uma parte longa era descida e além disso os aclives muito raros e pouco acentuados ajudaram muito quem saia de uma dengue como eu. O ruim foi o percurso ser só de ida, encerrando no Forte dos Reis Magos, ou dependia-se de carona ou de um ônibus que a Marinha iria organizar. Imagine.

19/07/08 -Fuzileiros Navais 2008 (Salvador) - 10,0km - 1:05'
Resolvi participar dessa justo na véspera, assim corri sem inscrição e tirando o número no peito a diferença foi nula. Resolvi que das próximas vou começar a economizar o dinheiro das inscrições e gastar em chope ao final da prova. Certamente essa tinha mais que 10k pois andei bastante puxado e meu tempo não baixou nada, pelo contrário aumentou. Fora que o trajeto passava por ruas movimentadas para um domingo e já do meio para o final, dividíamos a pista com ônibus. Para quem não iria correr foi uma agradável surpresa, sobretudo ao som de Saia Rodada e Solteirões do Forró.

03/08/08 - Eco Run 2008 (Salvador) - 10,0km - 1:03'
Em uma proposta da New Balance junto com a Mitsubishi, a ECORUN pretendeu promover a consciência ecológica através de circuitos de corrida que percorrem várias cidades brasileiras. São Paulo, Rio e agora Salvador correndo 5 ou 10km para apoiar a causa ecológica. O bom dessa prova foi a camisa da NB (geralmente as camisas são fracas - estilo abadá) que no comércio é vendida pelo mesmo preço da inscrição - R$40,00 (caro considerando que 90% dos eventos não custam mais que R$10,00). A trilha foi Paralamas do Sucesso e o tempo de conclusão foi satisfatório.

Como pode-se ver, não tenho obtido progressos em termos de tempo, mas também não tenho treinado com o mesmo afinco de outrora. Ultimamente, apenas tenho corrido provas e elas, em si, não contribuem muito para um aprimoramento técnico. Elas dão ritmo, resistência, mas sem treinamento durante a semana, não fazem milagre.

Concluindo falando de músicas e planos; sobre as trilhas sonoras, obviamente, elas seguem meu gosto musical, ou seja, de A a Z. De Solteirões do Forró a Cartola tenho ouvido de tudo - para crítica e risadagem de muitos. Para o futuro, tenho planos de correr uma meia* ainda esse ano, talvez a do Rio em 12/10. Se começar a treinar por agora, terei dois meses até lá e considerando que já percorro os 10k sem problema, talvez dobrá-los não sejam tão difícil. Ou não.

*Meia, caso você não tenha entendido, é como os corredores referem-se às meias-maratonas (ô plural difícil, deve ser assim mesmo) ou 21,1 km - distância entre a Pituba-Aeroporto de Salvador ou o Midway Mall-Pirangi (em Natal). Resumindo, é chão. Para maiores informações - en.wikipedia.org/wiki/Half_marathon .