Desde sempre escuto uma história de um primo de minha mãe que começou a ouvir Elvis logo após sua morte (a de Elvis, não do primo). Acredito que o furdunço com a "morte" do rei do rock fez com que o camarada tive interesse em seu trabalho. Lá em casa, porém, desde que o mundo é mundo, esse tem sido exemplo para quem é desorientado em termos de tempo.
Comigo, ultimamente, ocorreu algo similar. Em um dia engarrafado aqui em Salvador, ouvi, pela 1a vez, "o dia em que a terra parou", de Raul Seixas. Confesso que a letra da música me deixou curioso e à noite baixei um cd dele no emule. Coloquei no ipod e fui correr ouvindo Raul. Desde então (e isso ocorreu semana passada), já ouvi quatro cds e tem sido uma experiência bacana demais. Em tempo, Raul morreu em 1989, quando eu tinha 6 anos.
Em Natal, no último fim-de-semana, comentei que estava ouvindo Raul e acho que fui motivo de chacotas. Comparado a quem sempre malhei por ter virado fã do póstumo Elvis. Parei por aí e não comentei dos cds de Roberto Carlos, Cazuza, Chorinho e Cartola que andei pegando. Seria pedir para ser malhado.
Nesse mercado cada vez mais cheio de forró, axé e outro ritmos, nada como também escutar o passado. A quem interessar, segue breve descrição dele: http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas .