Discutir em língua estrangeira é muito frutífero. É um atestado de conhecimento do idioma e, sem dúvida, ao final o camarada tem aquela sensação que sabe se defender (e eventualmente atacar) em terras estrangeiras. Na época que ensinei, se um aluno meu discutisse comigo em inglês já era dez de cara.
Pode parecer fácil, porém pra mim foi mais complicado pensei. Além do que, 99% de quem lhe cercar terá a leve impressão de que você é doido.Também pudera... Conceitos bem populares aqui no Brasil como Direito do Consumidor, Procon e afins não existem por ali. Não quero exagerar, talvez existam, mas não são atuantes. Fato é, o turista em muitos casos é o pato da história e isso é muito desagradável.Durante os dezesseis dias em que andei por Bolívia e Peru, me recordo mais ou menos aí de umas dez ocasiões onde precisei arregaçar as mangas no idioma de Cervantes e soltar o verbo.
Tudo bem, podem dizer que sou meio confusista, mas a verdade é que, como falei, por essa região impera a desorganização e, em alguns infelizes casos, a idéia de que todo turista é um alvo em potencial. Desde vender o que não existe, fazer os outros de besta e mentir, o cara faz de tudo. Tive a triste impressão de que o que se quer ouvir é o que será respondido. Em resumo, todos os ônibus serão diretos, toda água filtrada, toda apartamento com aquecimento, etc. Caso o oposto seja o desejável, você também vai ter a resposta que quis.
O que leva alguém a fazer isso é uma questão que rondou minha mente por muito tempo. Ainda penso nisso, em certas ocasiões. Para os estrangeiros, percebi, é muito comum se ver sendo enganado mas se deixar levar por pena de exigir algum direito. Não é regra, mas existe muito. Por isso foi que muitas vezes não abri mão de fazer valer o que achava correto, muito embora o valor em questão fosse R$10,00.
Por esses casos, alguém potencialmente mais irritadiço como eu precisa ou entrar no clima ou então bater de frente com meio mundo. Sou franco em dizer que no começo me irritei mais, porém do meio pro final já estava mais amadurecido em termos locais e deixei passar muita coisa.
Ironicamente as pessoas acham que você é doido por estar batendo boca por aí, mas quem se importa? Não era dali, não fui pra ficar. O que valem são histórias pra contar.
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Now playing: Mombojó - Estático
via FoxyTunes
Pode parecer fácil, porém pra mim foi mais complicado pensei. Além do que, 99% de quem lhe cercar terá a leve impressão de que você é doido.Também pudera... Conceitos bem populares aqui no Brasil como Direito do Consumidor, Procon e afins não existem por ali. Não quero exagerar, talvez existam, mas não são atuantes. Fato é, o turista em muitos casos é o pato da história e isso é muito desagradável.Durante os dezesseis dias em que andei por Bolívia e Peru, me recordo mais ou menos aí de umas dez ocasiões onde precisei arregaçar as mangas no idioma de Cervantes e soltar o verbo.
Tudo bem, podem dizer que sou meio confusista, mas a verdade é que, como falei, por essa região impera a desorganização e, em alguns infelizes casos, a idéia de que todo turista é um alvo em potencial. Desde vender o que não existe, fazer os outros de besta e mentir, o cara faz de tudo. Tive a triste impressão de que o que se quer ouvir é o que será respondido. Em resumo, todos os ônibus serão diretos, toda água filtrada, toda apartamento com aquecimento, etc. Caso o oposto seja o desejável, você também vai ter a resposta que quis.
O que leva alguém a fazer isso é uma questão que rondou minha mente por muito tempo. Ainda penso nisso, em certas ocasiões. Para os estrangeiros, percebi, é muito comum se ver sendo enganado mas se deixar levar por pena de exigir algum direito. Não é regra, mas existe muito. Por isso foi que muitas vezes não abri mão de fazer valer o que achava correto, muito embora o valor em questão fosse R$10,00.
Por esses casos, alguém potencialmente mais irritadiço como eu precisa ou entrar no clima ou então bater de frente com meio mundo. Sou franco em dizer que no começo me irritei mais, porém do meio pro final já estava mais amadurecido em termos locais e deixei passar muita coisa.
Ironicamente as pessoas acham que você é doido por estar batendo boca por aí, mas quem se importa? Não era dali, não fui pra ficar. O que valem são histórias pra contar.
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