Viajar com milhas muitas vezes é pedir para sofrer. Para se ter uma idéia, eu não pedi para ir à Bolívia. Inicialmente eu queria ir Salvador-Lima-Salvador, dar uma volta pelo Peru, chegar a Machu Picchu e por aí ficar. Engano meu. Sendo grátis, a TAM marcou minha passagem no saudável itinerário de Salvador-São Paulo-Assunção-Cochabamaba-Santa Cruz de la Sierra-Cochabamba-Assunção-São Paulo-Salvador. Sinceramente, não tive escolha: seria necessário passar alguns dias na Bolívia.
Pautado nisso, tracei o seguinte roteiro em território boliviano: Santa Cruz de La Sierra-La Paz-Copacabana e Cochabamba para o retorno. Dos dezesseis totais, passei seis dias na Bolívia e o restante no Peru.
A qualquer referência de Bolívia, anteriormente eu tinha a imagem de um país pobre, desorganizado, perigoso. Infelizmente tudo isso é fato: está na mídia e comprova-se na prática. Entretanto, saindo do campo fático e partindo para a percepção do que seja invisível, é possível perceber uma outra Bolívia. Ali há uma cultura arcaica, indígena, bastante marcada entre o que é local (índio) e o que é colonizante. Caminhando diariamente percebi que aqui no Brasil, enquanto povo, somos muito mais europeizados pelo colonizador português que os bolivianos pelo espanhol.
Comparado ao nosso vizinho, não temos traço forte na cultura, alimentação, povo. Há, obviamente, aspectos indígenas em nosso dia-a-dia de Brasil, contudo nunca cruzei com ninguém vestido tipicamente, jamais ouvi qualquer arremedo de idioma nativo, seja tupi ou qualquer outro. Infelizmente, nossa raíz pré-cabralina perdeu-se há séculos.
Quer um bom motivo para visitá-los?
Cruze com cholas (camponesas vestidas tipicamente), tome chá de coca em toda esquina, coma frango com batata até dar uma dor, escute timidamente seu idioma nativo e viva como se tivesse num filme.
O encanto que há na Bolívia está em seu exotismo e há que ter uma boa dose de mente aberta para percebê-lo. Imagino que o mesmo olhar que muitos gringos tenham quando cheguem ao Brasil seja necessário ali: o de ver o povo como sendo ele mesmo, sem comparações. Se considerarmos conservação de cultura e hábitos, eles estão anos-luz em nossa frente.
P.S. Pretendo isolar cada destino separadamente. Cidade a cidade.
Pautado nisso, tracei o seguinte roteiro em território boliviano: Santa Cruz de La Sierra-La Paz-Copacabana e Cochabamba para o retorno. Dos dezesseis totais, passei seis dias na Bolívia e o restante no Peru.
A qualquer referência de Bolívia, anteriormente eu tinha a imagem de um país pobre, desorganizado, perigoso. Infelizmente tudo isso é fato: está na mídia e comprova-se na prática. Entretanto, saindo do campo fático e partindo para a percepção do que seja invisível, é possível perceber uma outra Bolívia. Ali há uma cultura arcaica, indígena, bastante marcada entre o que é local (índio) e o que é colonizante. Caminhando diariamente percebi que aqui no Brasil, enquanto povo, somos muito mais europeizados pelo colonizador português que os bolivianos pelo espanhol.
Comparado ao nosso vizinho, não temos traço forte na cultura, alimentação, povo. Há, obviamente, aspectos indígenas em nosso dia-a-dia de Brasil, contudo nunca cruzei com ninguém vestido tipicamente, jamais ouvi qualquer arremedo de idioma nativo, seja tupi ou qualquer outro. Infelizmente, nossa raíz pré-cabralina perdeu-se há séculos.
Quer um bom motivo para visitá-los?
Cruze com cholas (camponesas vestidas tipicamente), tome chá de coca em toda esquina, coma frango com batata até dar uma dor, escute timidamente seu idioma nativo e viva como se tivesse num filme.
O encanto que há na Bolívia está em seu exotismo e há que ter uma boa dose de mente aberta para percebê-lo. Imagino que o mesmo olhar que muitos gringos tenham quando cheguem ao Brasil seja necessário ali: o de ver o povo como sendo ele mesmo, sem comparações. Se considerarmos conservação de cultura e hábitos, eles estão anos-luz em nossa frente.
P.S. Pretendo isolar cada destino separadamente. Cidade a cidade.
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