Com a chegada de 2008, certas tarefas que deixei pendentes ao longo desse ano tornam-se urgentes. Necessariamente não deveriam ser levadas a cabo até 31/12, porém, por uma questão moral, comecei a reparar os objetos quebrados, furados, descolados, queimados, colocar quadros na parede e desembalar metade da suposta "decoração" que comprei para vir pro novo (porém no mesmo edifício) apartamento. Nesse meio estavam um par de sandálias descoladas (um pé só) e um jeans com bolso furado. Cabe dizer, em um parêntese, que passei 2007 inteiro querendo usar esses artigos porém sempre eles estiveram encostados.
Hoje, entretanto, seria o dia de resolver as pendências e levei tudo para dois pequenos negócios no Shopping Salvador. Pequenos, porém com preços de 5a avenida, foi o que pensei quando a jovem balconista teve o desplante de me cobrar R$13,00 para costurar o bolso da calça e R$18,00 (+R$8,00 da mão-de-obra e R$25,00 caso eu fosse pintar) pelo conserto da sandália. O mais impressionante foi ela dizer que só me custaria R$51,00 ter uma sandália "novinha"(a mesma que há um ano custou R$75,00). Ou eu ganho pouco ou a ninfeta gasta demasiado (justo ela a qual muito provavelmente ganha salário comercial). Senti vontade de dizer algumas verdades, porém engolei a seco, juntei minhas trouxinhas e fui embora pensativo.
Imagino, momentaneamente, o que você pensa sobre o desfecho do enredo ao chegar a esse ponto. Caso tenha lido meia dúzia do que já escrevi aqui, obvia e previsivelmente, saberá que eu mesmo resolvi consertar tudo: me furei duas vezes com a agulha (e prometi deixar mamãe costurar o bolso) e, pela primeira vez em dezenas, não colei os dedos usando Super Bonder (e após isso, ainda com 3/4 do vidrinho, posso colar o que quiser!). Para quem encarou pintar o apartamento, colar a sandália seria fichinha e de fato foi. Fiquei R$64,00 menos pobre e muito satisfeito em ter contribuído para o fim dos preços abusivos.
Além disso, acabo de minutar um email pra o Dr. Henrique Meirelles. Imagino que esteja em curso um processo inflacionário no mercado de serviços (de baixa qualifacação, frise-se) ou então meu nível de renda não me permite terceirizar o antes doméstico, das duas uma. Alguém pode evocar, após ouvir o Café com o Presidente, que o Brasil está crescendo e as pessoas com mais dinheiro. Talvez, entretanto duvido muito que o nível (excesso) de liquidez internacional e a taxa de juros americana influenciem a sola da minha sandália modernosa. Para mim isso leva outra nome: roubalheira.
Hoje, entretanto, seria o dia de resolver as pendências e levei tudo para dois pequenos negócios no Shopping Salvador. Pequenos, porém com preços de 5a avenida, foi o que pensei quando a jovem balconista teve o desplante de me cobrar R$13,00 para costurar o bolso da calça e R$18,00 (+R$8,00 da mão-de-obra e R$25,00 caso eu fosse pintar) pelo conserto da sandália. O mais impressionante foi ela dizer que só me custaria R$51,00 ter uma sandália "novinha"(a mesma que há um ano custou R$75,00). Ou eu ganho pouco ou a ninfeta gasta demasiado (justo ela a qual muito provavelmente ganha salário comercial). Senti vontade de dizer algumas verdades, porém engolei a seco, juntei minhas trouxinhas e fui embora pensativo.
Imagino, momentaneamente, o que você pensa sobre o desfecho do enredo ao chegar a esse ponto. Caso tenha lido meia dúzia do que já escrevi aqui, obvia e previsivelmente, saberá que eu mesmo resolvi consertar tudo: me furei duas vezes com a agulha (e prometi deixar mamãe costurar o bolso) e, pela primeira vez em dezenas, não colei os dedos usando Super Bonder (e após isso, ainda com 3/4 do vidrinho, posso colar o que quiser!). Para quem encarou pintar o apartamento, colar a sandália seria fichinha e de fato foi. Fiquei R$64,00 menos pobre e muito satisfeito em ter contribuído para o fim dos preços abusivos.
Além disso, acabo de minutar um email pra o Dr. Henrique Meirelles. Imagino que esteja em curso um processo inflacionário no mercado de serviços (de baixa qualifacação, frise-se) ou então meu nível de renda não me permite terceirizar o antes doméstico, das duas uma. Alguém pode evocar, após ouvir o Café com o Presidente, que o Brasil está crescendo e as pessoas com mais dinheiro. Talvez, entretanto duvido muito que o nível (excesso) de liquidez internacional e a taxa de juros americana influenciem a sola da minha sandália modernosa. Para mim isso leva outra nome: roubalheira.
1 comment:
Pode deixar, o bolso eu costuro! galho fácil de resolver... quanto a sandália, vou falar com o dono da "relâmpago" para saber se ele não quer montar um sistema de franchising para que eu possa, enfim, ir morar em Salvador. Ia ficar RICA trocando salteira e consertando correia! hehehe... bjos e até sexta!
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