Chegar à Arequipa foi um suplício. Após 19h de lenga-lenga em ônibus, finalmente cheguei ao Bothy Hostel, uma acomodação bastante justa: limpa, bem localizada, com café-da-manhã e custando somente sete dólares. Ah, é impressionante como todos me perguntam se essas acomodações dão certo. Melhor que isso: elas são perfeitas. Se forem limpas, seguras e bem localizadas já está garantido, tendo café e boas companhias, então, é o local perfeito. Antes de sair é recomendável, óbvio, pesquisar em algum site, guia, fórum ou similar. Por outro lado, é possível encontrar um albergue assim de repente quando se chega na cidade, já fiz muito isso, embora não recomende.
Por exemplo, na última noite da viagem, estava em Cochabamba, Bolívia e tinha o plano "perfeito": havia conseguido o número de um albergue bem recomendado e quando chegasse à rodoviária iria ligar para eles e assegurar minha cama. A idéia era a prova de falha... Até que, chegando à rodoviária, descobri que ela havia fechado à meia-noite (eram duas da manhã), fique numa rua esquisita e novamente fui assolado por aquele velho pensamento ("que danado eu tô fazendo aqui?"). Do nada, saí andando e encontrei a "Hospedaje del Sol", uma pousada de 5a categoria, ao custo de R$5,00/noite... Bela merda. Já se pode imaginar o nível né? Acho que dali pra frente meus anti-corpos piolhais cresceram exponencialmente. No final, pra variar, foi uma experiência muito engradecedora, aventureira e acima de tudo formadora de caráter (carachter building). No geral, pelo menos, é melhor evitá-las o quanto possível, até por razões de segurança.
Dividi o apartamento com um local (infelizmente, risco iminente), porém no final tudo ficou tranqüilo, adormeci com o cara falando da namorada, mãe, pai, Evo Morales e etc. Quem tiver a oportunidade de fazer trajeto similar vai perceber que 99% das pessoas adoram contar toda sua vida pessoal para quem acabaram de conhecer. Se é bom ou ruim não sei, mas ajuda muito a dormir.
Por exemplo, na última noite da viagem, estava em Cochabamba, Bolívia e tinha o plano "perfeito": havia conseguido o número de um albergue bem recomendado e quando chegasse à rodoviária iria ligar para eles e assegurar minha cama. A idéia era a prova de falha... Até que, chegando à rodoviária, descobri que ela havia fechado à meia-noite (eram duas da manhã), fique numa rua esquisita e novamente fui assolado por aquele velho pensamento ("que danado eu tô fazendo aqui?"). Do nada, saí andando e encontrei a "Hospedaje del Sol", uma pousada de 5a categoria, ao custo de R$5,00/noite... Bela merda. Já se pode imaginar o nível né? Acho que dali pra frente meus anti-corpos piolhais cresceram exponencialmente. No final, pra variar, foi uma experiência muito engradecedora, aventureira e acima de tudo formadora de caráter (carachter building). No geral, pelo menos, é melhor evitá-las o quanto possível, até por razões de segurança.
Dividi o apartamento com um local (infelizmente, risco iminente), porém no final tudo ficou tranqüilo, adormeci com o cara falando da namorada, mãe, pai, Evo Morales e etc. Quem tiver a oportunidade de fazer trajeto similar vai perceber que 99% das pessoas adoram contar toda sua vida pessoal para quem acabaram de conhecer. Se é bom ou ruim não sei, mas ajuda muito a dormir.
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