Bandejão é sempre uma aventura. Lembro dos tempos de UFRN onde tive a oportunidade de comer uma única vez no famoso RU (Restaurante Universitário). Mal sabia eu, ali se iniciava minha carreira gastronômica no mundo dos bandejões.
Bandejão, segundo o Aurélio:
[De bandeja + -ão1.]
S. f. Bras.
1. Refeição servida em bandeja ger. com divisão para os alimentos, que se usa em fábricas, escolas, restaurantes populares, etc.
Pautado na definição do ilustre acadêmico, gostaria apenas de tecer alguns comentários aos bandejões modernos: neles é possível, em muitos casos, comer tomate-seco, batata palha, rúcula, ricota e outros itens. Há também aqueles onde a combinação feijão e arroz impera, a salada é nula e a carne é contada. Tem para todos os gostos, porém já se pode ver alguns ensaios rumo a sofisticação do bandejão.
No entanto, comida em larga escala é frequentemente associada à lavagem. Exceção a essa regra, é a Feijoada do Sesc lá em Natal. Por R$4,00 (R$ 1,70 se comerciário), é possível degustar a iguaria luso-afro-brasileira com todos os acompanhamentos, extras e adendos que a orgia permite. Após ler uma reportagem na Tribuna do Norte, e ainda quando trabalhava no Banco do Brasil ali perto da Universidade, fui ao Sesc Potilândia e confesso que não me arrependi. Em meio a uma turma de macacão cujo principal objetivo era comer o “completo”, senti-me pressionado pelo grupo a também optar pelo prato-fundo-transbordando e mergulhei em uma “semi-bacia” de 1 kg de feijoada, carne e, naturalmente, a “mistura”. Em situações assim, pratos de um quilo não são exceção. Difícil, na verdade, é ver uma refeição cuja salada ocupe mais que 10% do prato.
Hoje, porém, o bandejão da maior empresa do Brasil, brindou-me o último exemplo de comilança-corporativo-estudantil-a-baixo-custo: figuras enchendo copo de 300ml de doce de goiaba. Tarefa que não é para qualquer um.
No geral, não acho que os usuários dos bandejões agüentam comer tanto assim. Em empresas, onde a refeição é grátis ou subsidiada, entendo que muitos se sintam como num rodízio, a única diferença é que aqui ele vai durar até os 55 de idade e 30 de contribuição. Já nas universidades e Sescs da vida, a gula deve ser o motor de tamanho apetite. Em todo caso, comer em bandejões é uma experiência muito gratificante: lúdica e gastronomicamente.
Em tempo, mal consegui me arrastar até o banco após vencer a Feijoada do Sesc.
Bandejão, segundo o Aurélio:
[De bandeja + -ão1.]
S. f. Bras.
1. Refeição servida em bandeja ger. com divisão para os alimentos, que se usa em fábricas, escolas, restaurantes populares, etc.
Pautado na definição do ilustre acadêmico, gostaria apenas de tecer alguns comentários aos bandejões modernos: neles é possível, em muitos casos, comer tomate-seco, batata palha, rúcula, ricota e outros itens. Há também aqueles onde a combinação feijão e arroz impera, a salada é nula e a carne é contada. Tem para todos os gostos, porém já se pode ver alguns ensaios rumo a sofisticação do bandejão.
No entanto, comida em larga escala é frequentemente associada à lavagem. Exceção a essa regra, é a Feijoada do Sesc lá em Natal. Por R$4,00 (R$ 1,70 se comerciário), é possível degustar a iguaria luso-afro-brasileira com todos os acompanhamentos, extras e adendos que a orgia permite. Após ler uma reportagem na Tribuna do Norte, e ainda quando trabalhava no Banco do Brasil ali perto da Universidade, fui ao Sesc Potilândia e confesso que não me arrependi. Em meio a uma turma de macacão cujo principal objetivo era comer o “completo”, senti-me pressionado pelo grupo a também optar pelo prato-fundo-transbordando e mergulhei em uma “semi-bacia” de 1 kg de feijoada, carne e, naturalmente, a “mistura”. Em situações assim, pratos de um quilo não são exceção. Difícil, na verdade, é ver uma refeição cuja salada ocupe mais que 10% do prato.
Hoje, porém, o bandejão da maior empresa do Brasil, brindou-me o último exemplo de comilança-corporativo-estudantil-a-baixo-custo: figuras enchendo copo de 300ml de doce de goiaba. Tarefa que não é para qualquer um.
No geral, não acho que os usuários dos bandejões agüentam comer tanto assim. Em empresas, onde a refeição é grátis ou subsidiada, entendo que muitos se sintam como num rodízio, a única diferença é que aqui ele vai durar até os 55 de idade e 30 de contribuição. Já nas universidades e Sescs da vida, a gula deve ser o motor de tamanho apetite. Em todo caso, comer em bandejões é uma experiência muito gratificante: lúdica e gastronomicamente.
Em tempo, mal consegui me arrastar até o banco após vencer a Feijoada do Sesc.
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