Ontem, fui ao VI Festival Internacional de Arte de Rua da Bahia (www.festivalderua.com). Primeiramente, não sou grande entendedor de arte. O pouco que sei devo à influência paterna, às aulas da Aliança Francesa e à uma grande amiga minha que entende do assunto.
Montado na Ribeira – bairro antigo aqui de Salvador – o festival, além de divulgar o trabalho de músicos, acrobatas e artistas em geral, serviu também como lazer gratuito para a população do bairro e de toda cidade. Em muitos casos, suponho, foi o primeiro ou ao menos um dos poucos contatos que a maioria dos visitantes ali teve com arte. Em uma realidade onde o entretenimento torna-se cada vez mais artigo supérfluo, faz muito bem ter lazer gratuito e felizmente essa iniciativa tem proliferado Brasil afora. Coincidentemente, em uma mesma Ribeira, porém em Natal, há a Casa da Ribeira (www.casadaribeira.com.br) que vem ao longo dos últimos anos oferecendo programas culturais à uma população carente de qualquer novidade na área.
Adicionalmente, há o grande benefício de tirar as pessoas de casa na hora do que reputo fazer parte do pior da programação televisiva brasileira: Faustão e Gugu. Só o fato de alguém abster-se desse lixo dominical, per si, já deveria ser motivo de orgulho dos organizadores do evento bem como da Prefeitura. Mal comparando, seria como ter membros do Cirque du Soleil “brincando” na rua sem ter que desembolsar nada por isso. Pode parecer bobo para quem tem a oportunidade de vê-los aqui ou em outro país, entretanto imagino ter sido uma opotunidade única para boa parte dos ali presentes. Dentre muitas atrações, o que me pareceu interessante, além do engolidor de espadas, foi a forma como as crianças reagiam frente à “estátua viva”, provavelmente uma das poucas chances que tiveram de interagir com algo similar.
Eu, por exemplo, não lembro ter visto muitos artistas de rua pelo Brasil. Existem, obviamente, contudo em número bem menor se comparado a outros países inclusive nossos vizinhos de América do Sul. Para meu espanto, vi diversas crianças de origem aparentemente humilde contribuindo com alguns centavos quando os artistas, naturalmente, passavam o chapéu.
Tendo um índice médio de dois livros/habitante/ano é motivo de orgulho que existam programas culturais como o de ontem. Torna-se imprescindível tirarmos milhões de brasileiros da influência de uma televisão “emburrecedora”. A batalha foi, em parte vencida ontem. O caminho é longo mas há luz no fim do túnel.
Montado na Ribeira – bairro antigo aqui de Salvador – o festival, além de divulgar o trabalho de músicos, acrobatas e artistas em geral, serviu também como lazer gratuito para a população do bairro e de toda cidade. Em muitos casos, suponho, foi o primeiro ou ao menos um dos poucos contatos que a maioria dos visitantes ali teve com arte. Em uma realidade onde o entretenimento torna-se cada vez mais artigo supérfluo, faz muito bem ter lazer gratuito e felizmente essa iniciativa tem proliferado Brasil afora. Coincidentemente, em uma mesma Ribeira, porém em Natal, há a Casa da Ribeira (www.casadaribeira.com.br) que vem ao longo dos últimos anos oferecendo programas culturais à uma população carente de qualquer novidade na área.
Adicionalmente, há o grande benefício de tirar as pessoas de casa na hora do que reputo fazer parte do pior da programação televisiva brasileira: Faustão e Gugu. Só o fato de alguém abster-se desse lixo dominical, per si, já deveria ser motivo de orgulho dos organizadores do evento bem como da Prefeitura. Mal comparando, seria como ter membros do Cirque du Soleil “brincando” na rua sem ter que desembolsar nada por isso. Pode parecer bobo para quem tem a oportunidade de vê-los aqui ou em outro país, entretanto imagino ter sido uma opotunidade única para boa parte dos ali presentes. Dentre muitas atrações, o que me pareceu interessante, além do engolidor de espadas, foi a forma como as crianças reagiam frente à “estátua viva”, provavelmente uma das poucas chances que tiveram de interagir com algo similar.
Eu, por exemplo, não lembro ter visto muitos artistas de rua pelo Brasil. Existem, obviamente, contudo em número bem menor se comparado a outros países inclusive nossos vizinhos de América do Sul. Para meu espanto, vi diversas crianças de origem aparentemente humilde contribuindo com alguns centavos quando os artistas, naturalmente, passavam o chapéu.
Tendo um índice médio de dois livros/habitante/ano é motivo de orgulho que existam programas culturais como o de ontem. Torna-se imprescindível tirarmos milhões de brasileiros da influência de uma televisão “emburrecedora”. A batalha foi, em parte vencida ontem. O caminho é longo mas há luz no fim do túnel.
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