Com a posse no Senado, na última semana, mais uma peça do complicado quebra cabeça político brasileiro é montada. Único presidente deposto por impeachment, Collor foi restabelecido a um cargo público como Senador pelo Estado de Alagoas. Em reportagem essa semana (http://www.terra.com.br/istoe/1945/brasil/1945_collor.htm), a mesma Istoé que foi fundamental em sua queda, aborda sua volta ao cenário de poder ventilando inclusive sua candidatura ao cargo maior em 2010.
A princípio, não pretendo abordar a memória curta dos brasileiros tampouco os meandros de nossa democracia. Imagino que o “fenômeno” Collor pode ser visto de diversas maneiras, entretanto a que mais me interessa hoje é sua capacidade pessoal de superação.
O exemplo de Collor deve ser visto em sua capacidade de chegar ao fundo do poço e, a partir de anos de reflexão e recuperação, alcançar em menos de um mês uma candidatura em nível federal. Muitos certamente comentarão que Collor obteve esse resultado por sair candidato ao Senado por Alagoas – um dos estados com menor IDH do país. Há que lembrar, contudo, que em todo país vivemos uma crise política sem precedentes na qual candidatos como Clodovil, Palocci, José Genoíno e outros diversos nomes duvidáveis vêm ocupando cadeiras nos legislativos federal e estaduais. O fato de Alagoas tê-lo elegido senador não denota nada mais do que a profunda ignorância política que vivemos.
Mirando-se em sua história e por mais paradoxal que possa parecer, seu exemplo é único: saber a hora de retrair-se e o momento de atacar. Se aplicado às diversas áreas da vida - trabalho, família, amor – sua vitória é, por si, ensinamento para muitos de nós. No entanto, para depreender o que há de mais profundo em sua saga, é necessário abstrair-se do viés do impeachment e vê-lo como político vencedor.
Não conheço alguém que seja imune a pensamentos derrotistas e inclusive sei de algumas pessoas que em momentos de vale atentaram contra a própria existência (assim como nosso senador alega ter pensado). Sem dúvida, hoje ele vive uma realidade distinta e a capacidade que tem em percebê-la, suponho, dá-se em grande parte aos baixos pelo quais passou e que só ele sabe onde esteve.
Já me considerando um pouco idealista, gostaria de vê-lo atuante no Senado Federal. Na vida, é imperativo saber guardar o passado e suas marcas para então se abrir a um novo futuro. Nosso ex-presidente é um vitorioso nesse aspecto e não reconhecer essa nova fase em sua vida seria uma injustiça, independente de divergências políticas.
A princípio, não pretendo abordar a memória curta dos brasileiros tampouco os meandros de nossa democracia. Imagino que o “fenômeno” Collor pode ser visto de diversas maneiras, entretanto a que mais me interessa hoje é sua capacidade pessoal de superação.
O exemplo de Collor deve ser visto em sua capacidade de chegar ao fundo do poço e, a partir de anos de reflexão e recuperação, alcançar em menos de um mês uma candidatura em nível federal. Muitos certamente comentarão que Collor obteve esse resultado por sair candidato ao Senado por Alagoas – um dos estados com menor IDH do país. Há que lembrar, contudo, que em todo país vivemos uma crise política sem precedentes na qual candidatos como Clodovil, Palocci, José Genoíno e outros diversos nomes duvidáveis vêm ocupando cadeiras nos legislativos federal e estaduais. O fato de Alagoas tê-lo elegido senador não denota nada mais do que a profunda ignorância política que vivemos.
Mirando-se em sua história e por mais paradoxal que possa parecer, seu exemplo é único: saber a hora de retrair-se e o momento de atacar. Se aplicado às diversas áreas da vida - trabalho, família, amor – sua vitória é, por si, ensinamento para muitos de nós. No entanto, para depreender o que há de mais profundo em sua saga, é necessário abstrair-se do viés do impeachment e vê-lo como político vencedor.
Não conheço alguém que seja imune a pensamentos derrotistas e inclusive sei de algumas pessoas que em momentos de vale atentaram contra a própria existência (assim como nosso senador alega ter pensado). Sem dúvida, hoje ele vive uma realidade distinta e a capacidade que tem em percebê-la, suponho, dá-se em grande parte aos baixos pelo quais passou e que só ele sabe onde esteve.
Já me considerando um pouco idealista, gostaria de vê-lo atuante no Senado Federal. Na vida, é imperativo saber guardar o passado e suas marcas para então se abrir a um novo futuro. Nosso ex-presidente é um vitorioso nesse aspecto e não reconhecer essa nova fase em sua vida seria uma injustiça, independente de divergências políticas.
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