Ultimamente acompanhei a polêmica sobre as propagandas de cerveja (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u131119.shtml). Para quem tiver preguiça de clicar no link, a idéia central da quizumba é a utilização de propagandas erotizadas para alavancar o consumo da bebida.
Não entendo nada de publicidade, mas um pouco de drinks. Pensando em resolver essa questão, pus me a pensar em algo que pudesse alavancar ainda mais as vendas de cerveja e bebidas alcoólicas em geral. Antes de tudo, não sou acionista da AMBEV nem levo Johnnie Walker no nome; somente em diversos percursos na BR-324 dediquei-me a resolver a questão, ou ao menos, apresentar soluções as quais inclusive já enviei às grandes players do mercado mundial de bebidas. Resta ver se as implantarão.
Sem entrar no mérito homossexual de dizer “ai, essa música é a minha cara” – recurso que jamais utilizo e repreendo com veemência se ouvir algo similar a meu redor – é inegável dizer que certas músicas trazem boas lembranças, e dentro dessas recordações, pretendo centralizar nas que trazem lembranças amorosas.
Se estou em um bar e, por exemplo, tocam Coldplay, Odair José, bregas em geral, boleros (talvez leve exagero), sou o primeiro a pedir mais uma rodada a fim de celebrar o caráter dor-de-cotovelo da canção*. Evitei comentar Los Hermanos porque aí já seria demais e não pretendo comentar sobre fossa profunda ou corte de pulsos. Outro dia, estava em um bar, prestes a sair, quando então começou a tocar “Não vejo mais você faz tanto tempo... Que saudade que eu sinto... De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços... Agora que faço eu da vida sem você...”. Não estou certo de quem seja a música e melhor não atirar no escuro, porém senti-me violentamente tentado a pedir outra rodada somente para ouvir a música. Essa canção não representa nada para mim e antes de seu sucesso há alguns anos, não sabia de sua existência, porém, naquele momento, ela gerou um consumo médio de R$ 10,00 em um determinado bar da noite potiguar. Ora, supondo que o consumo total da noite havia sido de R$ 100,00, em um momento de “motivação musical”, tal demanda foi acrescida em 10%. Agora, me diga, a poupança de Juliana Paes aumenta em 10% o consumo de Antarctica? Creio que não.
Há algo subliminar com as canções e talvez o marketing ainda não tenha percebido esse poder da música. Não pretendo entrar pelo conteúdo business-economiquês, porém fica o registro de meu profundo questionamento a respeito das práticas de comunicação das empresas do ramo. Colocar músicas tocantes nos bares aumenta muito mais significativamente o consumo de bebida, além de tentar deserotizar um pouco a imagem que temos de país.
Por fim, como comentado acima, repassei meu humilde escrito às gigantes do mercado do álcool. Por hora, um amigo sueco confidenciou que lá em Estocolmo só se fala em mim e, por isso, a Absolut irá comprar meu passe. Nunca imaginei que esse blog pudesse me levar tão longe.
*Outros exemplos de músicas potencializadoras de drinks: Bruno e Marrone, sertanejos em geral; alguns pagodes, samba, partido alto e congêneres; forrós de A a Z; et cetera. Comentei as que me vieram à cabeça, contudo existem outras, incluindo também vasto material-dor-de-cotovelal-importado-do-estrangeiro.
Não entendo nada de publicidade, mas um pouco de drinks. Pensando em resolver essa questão, pus me a pensar em algo que pudesse alavancar ainda mais as vendas de cerveja e bebidas alcoólicas em geral. Antes de tudo, não sou acionista da AMBEV nem levo Johnnie Walker no nome; somente em diversos percursos na BR-324 dediquei-me a resolver a questão, ou ao menos, apresentar soluções as quais inclusive já enviei às grandes players do mercado mundial de bebidas. Resta ver se as implantarão.
Sem entrar no mérito homossexual de dizer “ai, essa música é a minha cara” – recurso que jamais utilizo e repreendo com veemência se ouvir algo similar a meu redor – é inegável dizer que certas músicas trazem boas lembranças, e dentro dessas recordações, pretendo centralizar nas que trazem lembranças amorosas.
Se estou em um bar e, por exemplo, tocam Coldplay, Odair José, bregas em geral, boleros (talvez leve exagero), sou o primeiro a pedir mais uma rodada a fim de celebrar o caráter dor-de-cotovelo da canção*. Evitei comentar Los Hermanos porque aí já seria demais e não pretendo comentar sobre fossa profunda ou corte de pulsos. Outro dia, estava em um bar, prestes a sair, quando então começou a tocar “Não vejo mais você faz tanto tempo... Que saudade que eu sinto... De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços... Agora que faço eu da vida sem você...”. Não estou certo de quem seja a música e melhor não atirar no escuro, porém senti-me violentamente tentado a pedir outra rodada somente para ouvir a música. Essa canção não representa nada para mim e antes de seu sucesso há alguns anos, não sabia de sua existência, porém, naquele momento, ela gerou um consumo médio de R$ 10,00 em um determinado bar da noite potiguar. Ora, supondo que o consumo total da noite havia sido de R$ 100,00, em um momento de “motivação musical”, tal demanda foi acrescida em 10%. Agora, me diga, a poupança de Juliana Paes aumenta em 10% o consumo de Antarctica? Creio que não.
Há algo subliminar com as canções e talvez o marketing ainda não tenha percebido esse poder da música. Não pretendo entrar pelo conteúdo business-economiquês, porém fica o registro de meu profundo questionamento a respeito das práticas de comunicação das empresas do ramo. Colocar músicas tocantes nos bares aumenta muito mais significativamente o consumo de bebida, além de tentar deserotizar um pouco a imagem que temos de país.
Por fim, como comentado acima, repassei meu humilde escrito às gigantes do mercado do álcool. Por hora, um amigo sueco confidenciou que lá em Estocolmo só se fala em mim e, por isso, a Absolut irá comprar meu passe. Nunca imaginei que esse blog pudesse me levar tão longe.
*Outros exemplos de músicas potencializadoras de drinks: Bruno e Marrone, sertanejos em geral; alguns pagodes, samba, partido alto e congêneres; forrós de A a Z; et cetera. Comentei as que me vieram à cabeça, contudo existem outras, incluindo também vasto material-dor-de-cotovelal-importado-do-estrangeiro.
2 comments:
A música é de Peninha
;)
Linda, linda, linda...
E dá vontade de beber até cair hahaha
Caraca... Acho que preciso beber algo depois disso tudo...
Los Hermanos... Coldplay...
MEU DEUS!!!!!
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