Saturday, July 31, 2004

Nostalgia II

Continuando o tema de ontem, nostalgia, sugiro para aqueles que chegam pela primeira vez a ler minhas linhas que passem os olhos pelo post anterior a fim de entrarem no clima. Porém antes de mais nada sugiro uma passada em blogs de dois irmãos meus: Lenin ¿ http://quepasa.blogger.com.br e Diego ¿ http://diegorc.blogger.com.br , ambos escrevem muito bem. Pronto, comercial feito.
Quanto a Nostalgia, se existisse um índice de nostalgia talvez eu estivesse tão nostálgico hoje como estive ontem. Porém tenho duas teorias que pelo menos em mim se comprovaram verdade até hoje. Tudo bem, elas podem ser simplistas e não ter nenhum embasamento real, porém uma vez que são verdade pra mim, em pelo menos alguém elas funcionam. Uma se aplica a nostalgias de maneira geral e a segunda somente em casos de de derrotas ou dores-de-cotovelo(é com hífen mesmo, de acordo com Houaiss).
Com o passar do tempo é natural que a nostalgia vá diminuindo até estabilizar-se em uma lembrança calorosa, um sentimento gostoso, algo que vem pra ficar como boas recordações e não o ¿desejo de voltar ao passado¿. Porém, em quanto tempo isso acontece? Para mim, 72h. Isso mesmo, setenta e duas horas. Três dias. Cheguei a esse valor através da experiência. Conheço pessoas, porém, para as quais minha teoria não se aplica, que são nostálgicas pela vida inteira, nunca conseguem seguir adiante sem se deixar liberar o passado, que vivem como se o passado fosse o presente e o que vivem atualmente nem se comparasse ao que viveram. Isso não é errado, de maneira alguma, somente não se aplica a mim. Diferentemente, aplicando-se a Teoria das 72h¿, os resultados são quase a jato.
Antes que venha e-mails de todos os recantos do globo desde Kuala Lumpur até Catolé do Rocha (PB) dizendo que eu sou um cachorro-sem-coração(com hífen também), adianto que para mim, pelo menos, a evolução, que para os amantes da nostalgia é retrocesso, do sentimento nostálgico para a boa recordação sem aquele sentimento, por vezes incômodo, de querer voltar ao passado, passa em média em 3 dias. Após esses três dias, guardo lembranças boas dos amigos, amores passados e naufragados, lugares, cones e listas telefônicas voando. Todos ainda moram no meu coração, contudo o ¿desejo de voltar ao passado¿ não existe mais. Para mim após essas nobres 72h o passado pertence ao passado, o presente é curtição e o futuro depende da mulherada.
A outra teoria, é bem mais simples e se aplica aqueles que estão com dor-de-cotovelo e se sentem inconformados com alguma derrota ¿ de alguma forma, um tipo de nostalgia também. Francamente já utilizei essa teoria inúmeras vezes até porque se levar fora tirasse pedaço este que vos escreve já teria batido as botas há muito tempo. Falo da teoria do ¿Ah, foda-se¿, porém em sua versão 1.8T: busque um local silencioso, cruze as pernas em posição estilo ioga, inspire fundo e mentalize seguidamente ¿Ah foda-se¿. Confesso que sou partidário da teoria das 72h, mas essa também é eficaz em alguns aspectos, é igual a Doril® - tomou Doril® a dor sumiu.

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