No Atacama, como em diversas partes do globo, vive-se o boom de um turismo globalizado no qual é esperado, ao menos, certa massificação de serviços desconsiderando-se inclusive a localização geográfica. Em resumo, o serviço que lhe é prestado na Índia, dentro de um possível, naturalmente, deve ser o mesmo oferecido no Deserto. O fenômeno é o mesmo que ocorre, por exemplo, em diversas praias do litoral brasileiro. Nos últimos anos, É possível encontrar comida internacional em menus (entrada, prato e sobremesa) a US$10.00.
Falando em comida, fui convidado para um “jantar típico”, o qual, naturalmente, incluía itens um tanto estranhos para mim. O nome era cazuela de pollo (ou cozido de frango). De forma geral, era uma espécie de sopa de sêmola com pimentão, jerimum (ou abóbora), tomate, batata, cenoura e um ¼ de frango. Acompanhava um pão achatado de sabor forte, casca dura e interior úmido... Chamavam de pan casero. Esqueci de perguntar, mas acho que não era feito de trigo.
No albergue onde fiquei (US$10/dia), obviamente havia todo tipo de gente. Muitos que não tomavam banho, outros que enchiam a cara diariamente, mas sempre pessoas interessadas pelo típico e local, muitos dos quais inclusive adoraram o prato acima descrito. Sem querer misturar os temas, os gringos sempre acham qualquer pratinho wonderful e incredible. Falando nisso, vou concluir um texto que tenho sobre paladar.
Voltando ao jantar, sinceramente, o prato não causou nenhuma impressão fora do comum. Parecia comida de hospital, para dizer logo a verdade. Tendo eu aqueles mesmos ingredientes, teria modificaria um pouco a receita, mas aí não seria mais típico. Fato é, partilhei uma mesa “inca” cuja comida não era lá essas coisas, mas ao menos fiz meu papel de bom turista, interessado pela cultural local.
No retorno, comecei a pensar em comidas típicas brasileiras e reconheci que feijoada não é o prato mais belo de todos, embora muitos turistas comam e gostem. Em San Pedro vive-se essa multiculturalidade. Até os mais longínquos rincões do planeta estão sendo massificados. A comida no Atacama também - do menu francês ao cozido inca.
Falando em comida, fui convidado para um “jantar típico”, o qual, naturalmente, incluía itens um tanto estranhos para mim. O nome era cazuela de pollo (ou cozido de frango). De forma geral, era uma espécie de sopa de sêmola com pimentão, jerimum (ou abóbora), tomate, batata, cenoura e um ¼ de frango. Acompanhava um pão achatado de sabor forte, casca dura e interior úmido... Chamavam de pan casero. Esqueci de perguntar, mas acho que não era feito de trigo.
No albergue onde fiquei (US$10/dia), obviamente havia todo tipo de gente. Muitos que não tomavam banho, outros que enchiam a cara diariamente, mas sempre pessoas interessadas pelo típico e local, muitos dos quais inclusive adoraram o prato acima descrito. Sem querer misturar os temas, os gringos sempre acham qualquer pratinho wonderful e incredible. Falando nisso, vou concluir um texto que tenho sobre paladar.
Voltando ao jantar, sinceramente, o prato não causou nenhuma impressão fora do comum. Parecia comida de hospital, para dizer logo a verdade. Tendo eu aqueles mesmos ingredientes, teria modificaria um pouco a receita, mas aí não seria mais típico. Fato é, partilhei uma mesa “inca” cuja comida não era lá essas coisas, mas ao menos fiz meu papel de bom turista, interessado pela cultural local.
No retorno, comecei a pensar em comidas típicas brasileiras e reconheci que feijoada não é o prato mais belo de todos, embora muitos turistas comam e gostem. Em San Pedro vive-se essa multiculturalidade. Até os mais longínquos rincões do planeta estão sendo massificados. A comida no Atacama também - do menu francês ao cozido inca.
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