Clichê - frase que se banaliza por ser muito repetida, transformando-se estereótipo, de fácil emprego pelo emissor e fácil compreensão pelo receptor; lugar-comum, chavão.
Seguindo a proposta do blog, a qual pretendo seguir fielmente ou até mesmo muda-la para que siga fiel a mim, hoje escreverei sobre o que mais me aflige atualmente, a tal da monografia. Temida por 99% dos alunos, de acordo com dados da Royal Academy of Engineering, aqui no Brasil e em Natal, não é diferente. Junte-se a isso o velho costume de ir deixando tudo para última hora e estão prontos os ingredientes para o stress, correria, abandono do convívio social, trabalhos mal feitos e em alguns casos até reprovação.
Sou totalmente contrário à teoria de que o brasileiro deixa tudo para a última hora. Primeiramente nem da Globo eu gosto e ela é mestre em usar esse clichê, geralmente em abril, quando é a época de entregar as declarações do imposto de renda (outro absurdo nacional que eventualmente discutirei aqui, mas não sei até que ponto você está disposto a saber o que penso sobre o papel do Estado). Se as coisas são deixadas para última hora deve haver um motivo pra tal, até porque ninguém é imbecil a ponto de seguidamente se estressar com a própria falta de habilidade de gerir o tempo. Porque então não se diz que o brasileiro deixa tudo pra última hora em se tratando de assistir a copa do mundo? Ou tirar férias? Fazer o churrasco de fim-de-semana? Aproveitando o ensejo, se tirarmos da Globo seus clichês ela fica sem nada.
Na vida, apenas uns poucos ricos e sortudos, dentre outras exceções, têm a opção de fazerem o que querem na hora que bem entendem e pronto. Contudo, a grande maioria, tem que se propor interações sociais, ora legais ora sacais, como faculdade, trabalho, chefe, vizinhos et cetera. Infelizmente esse não é meu caso, porém tento levar as coisas numa boa e dentro dos prazos. Segundo um filósofo Nepalês Xung Hira Chim III ¿a vida é uma seqüência de rotinas, festa é a exceção, é por essa busca de fazer de cada dia uma festa que o mundo hoje está à beira do caos¿. Para embasar novamente Chim, temos o caso do Juiz Nicolau Lalau que teoricamente não precisaria desviar recursos, para viver porém o fez na busca incessante pelo luxo.
Termino compartilhando com cada um de meus quase-leitores-de-sempre minhas questões quanto à rotina e a obrigação de fazer certas coisas. Piadas e clichês aparte, às vezes me sinto espremido entre prazos e sugado pelas obrigações que só me contrariam, como a maledeta monografia, titulo desse texto dominical. Saiba que você não está só em sua batalha, certamente diária, de encarar o que acaba muitas vezes por lhe fazer mal, mas tem que ser feito. Ás vezes com bom humor e um tanto de paciência, tudo se leva numa boa. Eu, por exemplo, como bom brasileiro seguindo o clichê global, preferi escrever e postar esse texto ao invés de voltar pra minha monografia que deve ser entregue amanhã... De repente, a Globo tem seu quê de razão.
Monografia finalizando, amanhã ponho a cruz no calvário.
Forte abraço, D.
Seguindo a proposta do blog, a qual pretendo seguir fielmente ou até mesmo muda-la para que siga fiel a mim, hoje escreverei sobre o que mais me aflige atualmente, a tal da monografia. Temida por 99% dos alunos, de acordo com dados da Royal Academy of Engineering, aqui no Brasil e em Natal, não é diferente. Junte-se a isso o velho costume de ir deixando tudo para última hora e estão prontos os ingredientes para o stress, correria, abandono do convívio social, trabalhos mal feitos e em alguns casos até reprovação.
Sou totalmente contrário à teoria de que o brasileiro deixa tudo para a última hora. Primeiramente nem da Globo eu gosto e ela é mestre em usar esse clichê, geralmente em abril, quando é a época de entregar as declarações do imposto de renda (outro absurdo nacional que eventualmente discutirei aqui, mas não sei até que ponto você está disposto a saber o que penso sobre o papel do Estado). Se as coisas são deixadas para última hora deve haver um motivo pra tal, até porque ninguém é imbecil a ponto de seguidamente se estressar com a própria falta de habilidade de gerir o tempo. Porque então não se diz que o brasileiro deixa tudo pra última hora em se tratando de assistir a copa do mundo? Ou tirar férias? Fazer o churrasco de fim-de-semana? Aproveitando o ensejo, se tirarmos da Globo seus clichês ela fica sem nada.
Na vida, apenas uns poucos ricos e sortudos, dentre outras exceções, têm a opção de fazerem o que querem na hora que bem entendem e pronto. Contudo, a grande maioria, tem que se propor interações sociais, ora legais ora sacais, como faculdade, trabalho, chefe, vizinhos et cetera. Infelizmente esse não é meu caso, porém tento levar as coisas numa boa e dentro dos prazos. Segundo um filósofo Nepalês Xung Hira Chim III ¿a vida é uma seqüência de rotinas, festa é a exceção, é por essa busca de fazer de cada dia uma festa que o mundo hoje está à beira do caos¿. Para embasar novamente Chim, temos o caso do Juiz Nicolau Lalau que teoricamente não precisaria desviar recursos, para viver porém o fez na busca incessante pelo luxo.
Termino compartilhando com cada um de meus quase-leitores-de-sempre minhas questões quanto à rotina e a obrigação de fazer certas coisas. Piadas e clichês aparte, às vezes me sinto espremido entre prazos e sugado pelas obrigações que só me contrariam, como a maledeta monografia, titulo desse texto dominical. Saiba que você não está só em sua batalha, certamente diária, de encarar o que acaba muitas vezes por lhe fazer mal, mas tem que ser feito. Ás vezes com bom humor e um tanto de paciência, tudo se leva numa boa. Eu, por exemplo, como bom brasileiro seguindo o clichê global, preferi escrever e postar esse texto ao invés de voltar pra minha monografia que deve ser entregue amanhã... De repente, a Globo tem seu quê de razão.
Monografia finalizando, amanhã ponho a cruz no calvário.
Forte abraço, D.
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