DOR DE BARRIGA
Dor de barriga não dá só uma vez. É o que vovó e a torcida do Mecão vem dizendo há séculos. Independente do quanto se repita algo, ou de até de que seja consenso que uma proposição ao ser repetida diversas vezes torna-se verdade, percebi esses últimos dias que a máxima da "diarréia" acontece, como de fato já começa a desdobrar-se, mais uma vez no meu dia-a-dia. Para os orgulhosos, grupo dos quais com muito orgulho me excluo, dar o braço a torcer e voltar atrás é o pior dos mundos, mas no amor não há como ser diferente. Talvez seja até pior, afinal as pessoas criam vínculos umas com as outras e o hábito ou a máxima de "porto seguro sentimental", faz uns voltarem atrás de foras, palavras impensadas e rompantes de fúria.
Antes de atestar um fato ocorrido comigo, busco apenas retratar um desdobramento do cotidiano humano, embora muitos insistam em associar o caso ao narrador, o que não é ruim, naturalmente, porém uma desculpa antecipada não vai tirar o meu da reta. É, se tentei explicar que não era comigo já para evitar que viessem me interpelar, terminei talvez por reforçar as teses conspiratórias dos poucos que por aqui passam. Para concluir esse parágrafo, leiam e cuidem de suas vidas... No máximo elogiem o texto hehe.
Continuando, existem situações nas quais é imperativo voltar atrás, "comer" a palavra dita e até tentar recuperar a flecha que já foi lançada. Puro engano achar que isso existe, mas pelo menos através dos fenômenos da humildade e do "rabinho entre as pernas", muita confusão amorosa seja resolvida. Amamos irracionalmente e se formos colocar esses relacionamentos no plano crítico, primeiro não vamos amar como se deve ou talvez até nem de fato amemos, e em segundo lugar, a propensão a engolir sapos diminui absurdamente.
Muitos podem sentir certo revanchismo no meu texto, sem falar que ele gira em torno de diversos clichês dos quais sou crítico feroz, contudo não se pode perder de vista que a história se repete, e, infelizmente ou não, o mundo de fato dá voltas.
Amar é também saber voltar atrás. A dor de barriga na verdade, sempre pode voltar e o correto seria evitá-la, mas como se o amor é louco? Lança-se aí outro assunto a ser abordado do qual não sou nada mestre, mas tentarei escrever. Dor de barriga não dá uma vez só. Ela volta. E muito.
Wednesday, December 06, 2006
INTERESSANTE? (ou “DOR DE BARRIGA II”)
INTERESSANTE? (ou “DOR DE BARRIGA II”)
O que condiciona alguém a ser reputado como "interessante"? Em termos de senso comum, interessante seria uma pessoa com características as quais causem em outras certa admiração ou espanto. Hoje não vou buscar explicação no dicionário, pelo contrário, partirei dessa premissa.
Ter interesse em alguém parte de onde? De uma vontade de se ter aquelas características? De uma suposta completude que haveria em "A + B" (meio que levando para um lado alma gêmeas, metade da laranja)? Sinceramente ainda não cheguei a uma conclusão precisa desse fenômeno (tenho usado muito essa palavra), porém o fato de alguém interessante aparecer deveria trazer consigo sentimentos bons e positivos, afinal o outro "desperta interesse", contudo não é o que se vê comumente por aí. Vive-se em busca de pessoas interessantes, afetivamete ou não, as quais nos tirem do marasmo cotidiano, contudo quando se é apresentado ao protótipo do ideal, percebo uma tendência bastante forte de isolacionismo e fechamento. Mais um paradoxo das relações humanas.
Busco demais entender isso, afinal o bom deveria ser desejado, então qual razão em permanecer em sua situação anterior quando a tão idealizada aparece? medo? cautela? marcas passadas? incompetência?
Abrir-se para o novo, sobretudo quando ele é desejado e até, infelizmente, idealizado é poder sentir-se mais vivo e pronto para experimentar o que a vida pode nos oferecer, amarosamente ou não, porém com pesar o que se vê é o completo oposto. Cada qual em seu lado, reclamando e deixando oportunidades interessantes passarem. Talvez devido à complexidade, não entendo tanto quanto gostaria desse assunto, mas carrego em mente as oportunidades que perdi e as onde estive do outro lado tendo certo que,como já foi abordado previamente, dor de barriga não só dá uma vez.
O que condiciona alguém a ser reputado como "interessante"? Em termos de senso comum, interessante seria uma pessoa com características as quais causem em outras certa admiração ou espanto. Hoje não vou buscar explicação no dicionário, pelo contrário, partirei dessa premissa.
Ter interesse em alguém parte de onde? De uma vontade de se ter aquelas características? De uma suposta completude que haveria em "A + B" (meio que levando para um lado alma gêmeas, metade da laranja)? Sinceramente ainda não cheguei a uma conclusão precisa desse fenômeno (tenho usado muito essa palavra), porém o fato de alguém interessante aparecer deveria trazer consigo sentimentos bons e positivos, afinal o outro "desperta interesse", contudo não é o que se vê comumente por aí. Vive-se em busca de pessoas interessantes, afetivamete ou não, as quais nos tirem do marasmo cotidiano, contudo quando se é apresentado ao protótipo do ideal, percebo uma tendência bastante forte de isolacionismo e fechamento. Mais um paradoxo das relações humanas.
Busco demais entender isso, afinal o bom deveria ser desejado, então qual razão em permanecer em sua situação anterior quando a tão idealizada aparece? medo? cautela? marcas passadas? incompetência?
Abrir-se para o novo, sobretudo quando ele é desejado e até, infelizmente, idealizado é poder sentir-se mais vivo e pronto para experimentar o que a vida pode nos oferecer, amarosamente ou não, porém com pesar o que se vê é o completo oposto. Cada qual em seu lado, reclamando e deixando oportunidades interessantes passarem. Talvez devido à complexidade, não entendo tanto quanto gostaria desse assunto, mas carrego em mente as oportunidades que perdi e as onde estive do outro lado tendo certo que,como já foi abordado previamente, dor de barriga não só dá uma vez.
Subscribe to:
Posts (Atom)