Uma das grandes verdades é a de que a história se repete. Hoje morreu Bezerra da Silva, um dos grandes ícones do samba e influência de muitos integrantes da MPB ¿ sambistas ou não. Pernambucano, Bezerra era o espírito da malandragem, termo que se até se mistura com sua própria carreira, porém não vou falar exatamente de sua biografia. Aos que se interessem por sua trajetória, vale a pena olhar http://www.samba-choro.com.br/artistas/bezerradasilva e http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/bezerra-da-silva.asp .
Infelizmente aposto que o defunto Bezerra fará a mesma trajetória de grandes brasileiros, músicos ou não, que passaram suas vidas à margem da mídia para só então se tornarem cult e venerados pela cultura pop: Cartola, Noel Rosa, Ernestro Nazareth, Jackson do Pandeiro. Coincidência ou não, todos representavam mais ou menos o mesmo estilo de música, e, regra geral, eram consumidos pela mesma camada social. Post mortem, contudo, foram alçados à fama algo que nem de longe tiveram em vida. Um fenômeno Van Gogh à brasileira.
Por outro lado uns podem dizer que a mídia está aí pra ganhar dinheiro e não pra divulgar a cultura popular, correto. Porém a nação brasileira vem perdendo seus ¿futuros ícones pops¿.Aonde chegaremos, não sei, mas até lá muitos bezerras, franciscos, josés, antônios o ostracismo midiático em detrimento de um arremedo de cultura importada.
É no mínimo interessante como a morte, algo tido como ruim, romantiza e endeusa quem ¿ficou na geladeira¿ por anos a fio. A mídia faz seu papel em colocar o que devemos consumir. A sociedade, principalmente jovem, vem repetindo comportamentos elitistas frente à cultura popular... Em uma sociedade branca, música de preto tem que morrer pra fazer sucesso.
Infelizmente aposto que o defunto Bezerra fará a mesma trajetória de grandes brasileiros, músicos ou não, que passaram suas vidas à margem da mídia para só então se tornarem cult e venerados pela cultura pop: Cartola, Noel Rosa, Ernestro Nazareth, Jackson do Pandeiro. Coincidência ou não, todos representavam mais ou menos o mesmo estilo de música, e, regra geral, eram consumidos pela mesma camada social. Post mortem, contudo, foram alçados à fama algo que nem de longe tiveram em vida. Um fenômeno Van Gogh à brasileira.
Por outro lado uns podem dizer que a mídia está aí pra ganhar dinheiro e não pra divulgar a cultura popular, correto. Porém a nação brasileira vem perdendo seus ¿futuros ícones pops¿.Aonde chegaremos, não sei, mas até lá muitos bezerras, franciscos, josés, antônios o ostracismo midiático em detrimento de um arremedo de cultura importada.
É no mínimo interessante como a morte, algo tido como ruim, romantiza e endeusa quem ¿ficou na geladeira¿ por anos a fio. A mídia faz seu papel em colocar o que devemos consumir. A sociedade, principalmente jovem, vem repetindo comportamentos elitistas frente à cultura popular... Em uma sociedade branca, música de preto tem que morrer pra fazer sucesso.