Sunday, August 29, 2004

Colateral

Ontem fui ao cinema assistir Colateral (www.collateral-themovie.com). O filme trata de um matador contratado que toma um táxi em Los Angeles para em uma noite cumprir sua meta de matar cinco testemunhas que irão depor contra um de seus clientes na manhã seguinte.
A princípio gostaria de dizer que o filme vale a pena ser visto, diferente de uns que vi nas últimas semanas como Ken Park e Eu Robô. Porém alguns pontos necessitam ser ressaltados para melhor contextualizar a produção.
Há que se dizer que o diretor senão copiou pelo menos inspirou-se em alguns pontos de Dia de Treinamento com Denzel Washington, a começar da cidade de Los Angeles, da relação bem X mal colocadas sobre dois personagens e o interessantíssimo drama de consciência que há em ambos filmes. O motorista de táxi, obviamente, passa toda a película tentando se desvencilhar do matador, porém cada vez mais ele se compromete afinal em última análise ele é cúmplice. O diretor fez bem em envolver o espectador na trama. Eu, pelo menos, me perguntei diversas vezes o que faria se tivesse na posição de Max, o taxista.
A atuação de Tom Cruise mostra que ele pode ir desde O Último Samurai a filmes como esse, além de claro fazer o gênero Missão Impossível, produção cuja gravação iria coincidir com Colateral porém a pedido do ator foi modificada para que pudesse atuar no dois.
Uma pena é que a certa altura o filme passa de uma trama psicológica para uma vertente mais Jackie Chan (Hora do Rush I e II) de fazer filmes. A ação e a velocidade das imagens ofusca toda a trama que havia sido enredada e no fim senti aquele gosto de fórmula gasta de sessão da tarde. Colateral caminha bem estruturado até quase o fim quando começam os carros voando, perseguições em metrôs e todo aquele conhecido blá blá blá.
Nas minhas resenhas sobre filmes geralmente sou um pouco ácido com as produções hollywodianas e não americanas. Por Hollywood entenda-se filmes feitos para vender, levar multidões às salas e nada mais. Seria como se comparássemos Kelly Key a algum grande artista da MPB, muito embora KK também possa produzir coisas de melhor nível.

Monday, August 23, 2004

Monografia III

Sei que há alguns eu dias eu não posto, mas não é por mal. É unicamente por falta de temas interessantes a serem tratados. Explico. Apresentei monografia na quarta passada e consegui um 9,0. Missão cumprida. Completei os créditos. Desde quarta então eu venho só curtindo, saindo e virando a noite por aí. As idéias de poesia têm surgido, estou com três no momento e oportunamente coloco aqui. O bom é alternar textos com poesias para não cansar os amigos e desconhecidos que já me visitaram aqui 419 vezes.
Introduções à parte, é interessante como sempre buscamos mais. A principio não falo do ideal capitalista de acúmulo, mas de uma vontade de seguir e querer mais. Confesso que fiquei espantado comigo mesmo quando um dia após a monografia eu já tinha algumas idéias legais para um projeto de mestrado. Para quem não sabe monografia exige um pouco do aluno e isso me gerou certa angústia, o lógico então seria que eu não fosse em busca de algo que talvez me faça mais angustiado ainda com a pressão por prazos, as leituras exigidas e a cobrança dos professores. Errado. No outro dia eu estava com o projeto na cabeça, no sábado eu comecei a escrever e hoje já estou colocando no computador todos os planos para leva-los a discussão e ver no que dá. Estranho?
Sinto uma vontade de seguir com isso mesmo sabendo que por um lado me será muito bom, assim como por outro me fará quase arrancar os cabelos que restam. Imagino que seja similar com muitas pessoas, a esperança nunca é perdida e a coragem de lutar sempre supera um estresse acadêmico, um amor que magoou ou um projeto que trouxe mais custos que benefícios.
Como seria chato e monótono se não houvesse desafios e riscos a correr. O interessante é saber medir, balancear e ver quanto podemos arriscar seja no amor, com os amigos e até nos projetos pessoais. A diferença entre remédio e veneno está na dose.

Wednesday, August 18, 2004

Mulher de rosa


Mulher de rosa

Sempre de rosa
Vestida de flor
Cor de menina
Atiça domina fascina

Traje de pétalas
Boca de mulher
Pintada de rosa
Mulher ou flor?

Sorriso avalassador
Em sua boca rosa
Vem pra mim
Torna minha vida cor-de-rosa

Tuesday, August 17, 2004

A fauna vai à tevê

A boa de hoje até outubro na televisão brasileira não será João Kleber, Clodovil ou mesmo Casseta & Planeta. Estamos à beira de ver toda a fauna brasileira, o que há de mais trash e sem noção, nas telas às terças, quintas e sábados: o horário eleitoral gratuito para os vereadores.Confesso que assisto televisão raramente, mas perder essa verborragia nem pensar. Hoje, por exemplo, pude ver alguns dos candidatos a câmara e suas propostas. Esse será meu compromisso pós-almoço durante o período eleitoral.
Sem contar com o já batido ¿FORA ALCA, FORA FMI, FORA LULA¿, a pérola do dia foi um candidato que ¿se eleito acabarei com o desemprego construindo sanitários públicos e colocando dois guardas municipais para tomar conta¿. Segundo minha avó, é por isso que ele não ganha: Deus não dá asa à cobra.
Em contrapartida, vê-se as fórmulas gastas e idéias re-re-re-re-visitadas de toda campanha eleitoral. Sou taxativo em dizer que nosso processo democrático é fajuto na medida em que o poder econômico supera a real intenção de votar ideologicamente em alguém. Como já disse no post da Radiobrás, quem elege esses que estão nas câmaras, assembléias e senado, não é a classe média politizada, porém a classe cuja ¿ajuda¿ do político padrinho vem suprir a necessidade que o Estado, tocado pelo mesmo político, não atinge.
Não quero dizer que todos políticos são corruptos, nem acho que as alianças estejam erradas. Não culpo Lula por se aliar a Sarney ou mesmo ao deputado do PC do B ter votado a favor da reforma da previdência. Coerência é fundamental e com vistas a isso o Diário de Natal em sua edição de 15/08/2004 perguntou ao presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte o que ele achava do registro em cartório de promessas de campanhas. Respeito sua posição contrária ao tema, mas continuo me questionando onde está a coerência política.
É imperativo que nesse momento eleitoral, nós, isentos da influência do poder econômico para votar , tentemos incutir naqueles que nos cercam o real motivo de vivermos uma democracia: o povo poder escolher em quem se vota. Se o povo não é independente para escolher, a democracia é falha.
Para mim, é pura diversão ver os vereadores no ¿horário eleitoral gratuito de acordo com a lei 9504/97¿, porém é duro saber que boa parte daquilo não passa de falácias e que a necessidade, e não ideal democrático, irá decidir mais uma eleição.

Monday, August 16, 2004

Única

Única

Complicada extravagante linda
Sempre única
Singela perfeita sutil
Quem além de ti?

Sincero, não entendo
Admiro o que não vejo
Escuto mas não compreendo

Única: cativa pra sempre
Invade o peito
Embaralha o pensamento

Especial sendo única
Complicada porque não entendo

Peculiar sendo assim
A única que foge de mim

Sunday, August 15, 2004

Mora Comigo

Mora Comigo

Mora comigo
Eu lavo passo limpo
Mora comigo
Na beira da praia
Mora comigo
Seu cozinheiro amante amigo
Mora comigo
Pra noite não ser tão fria
E o vinho não ser amargo

Mora comigo
Vem ver o sol nascer
Mora comigo
Pois sem ti eu não vivo

Escrever poesias

Sempre gostei de escrever porém a monografia veio me ajudar a romper com alguns medos que eu tinha quanto a minha escrita. Monografia entregue, a vontade de escrever continuou e foi aí que a idéia do blog surgiu: poder compartilhar o que penso.
Na enxurrada literária veio a poesia, algo que nunca tinha tentado antes, mas que também tenho gostado de fazer. Contudo não pretendo colocar só poesia aqui. A primeira ´Mora comigo´ foi concebida rapidamente, algo em torno de 15 minutos, na quinta-feira passada. Antes de mais nada, ela não é endereçada a ninguém. Naturalmente me inspirei em situações do dia-a-dia, mas não pretendo enviar o convite a ninguém num futuro próximo.
Coroando essa nova vertente do blog, essa semana irei coloca-lo em um novo formato, incluindo área para comentários, links, perfil e o que mais der na telha. O objetivo-mor não é escrever o que talvez outros queiram ler, mas retratar idéias com as quais alguns leitores se identifiquem. Com os comentários que eventualmente virão, poderei interagir e até discutir com quem lê e compartilha o que se passa na minha cabeça.
Mudando de pau pra cacete, a diferença homem X mulher é latente, pensando nisso escrevi ´Única´ poesia que retrata a maneira como se vê uma mulher embora nem sempre seja possível compreende-la.

Thursday, August 12, 2004

Ligações inesperadas

Ditados não faltam para ressaltar as vantagens de ser lembrado. Só é lembrado quem é visto, quem é vivo sempre aparece e por aí vai. Tenho um hábito que cultivo há muito tempo que é o de ligar pros amigos. Porém ligo quando quero, e, às vezes, quando quero, não é a hora mais indicada. Digamos que eu ligue quando as pessoas estariam geralmente dormindo, porém há exceções. Meu intuito não é acordar ninguém. Porém se essa é a forma através da qual eu demonstrarei à outra parte todo meu apreço e admiração, logo tudo se torna justificável.
Ontem tive a experiência de ligar para três amigos, dos quais só dois atenderam. Na verdade, o primeiro me deu o telefone do segundo que estava dormindo e por fim resolvi ligar para uma terceira(essa tava na balada) com a qual falei rapidamente mas a linha caiu. Trocamos algumas palavras e no fim senti o desejo de missão cumprida. Gostaria que todos soubessem que naquele momento eles passaram pela minha cabeça, assim como na semana passada liguei pro meu primo, meu irmão e etc. Sou partidário dos bons momentos que cauterizam a mente. Um beijo roubado, uma placa de trânsito roubada, uma ligação inesperada, são eventos marcantes que acabam sendo guardados pelo resto da vida. Quando se liga para alguém assim no meio da noite, a menos que você esteja dirigindo (como eu estava), imagino que a única coisa que importe naquele momento seja o seu interlocutor.
Um amigo argentino que fiz na Califórnia aprendeu a seguinte frase ¿Estou ligando porque estou com saudades¿, convém dizer que foi uma luta imensa até que ele conseguisse memorizar a frase, ou seja, os que pensam que espanhol é igual a português, não tão com nada. Mas bem, o cara ligou algumas vezes para dizer a frase recém-aprendida, não só pra mim, mas para diversos amigos, falantes do português ou não. Em suma, a prática está se alastrando por toda América, logo logo Bush liga pra Lula de madrugada para reforçar os laços de cooperação Brasil X EUA.
Pelo caráter pessoal da ligação inesperada, sugiro que só se ligue para pessoas queridas, no celular, e muuuuuuuuito de vez em quando, senão o efeito é reverso e o rótulo de chato, inevitável.

Monday, August 09, 2004

Guerra de Marketing

Sou refratário a filmes americanos assim como disse em um dos posts abaixo. Unicamente porque, com raras exceções, seus filmes são sem roteiro e totalmente comerciais. Bem, dois pontos altamente subjetivos.
Domingo assisti ´Eu, robô´e ele não passa de uma propaganda de 120 minutos na qual eu consumidor pago para ser bombardeado por marcas e situações que unicamente me induzem a pensar que Audi é um carro moderno e resistente; All Star é o tênis dos policiais fortes, viris e eficientes; Fedex (de novo!) é a marca que não importa como, sempre levará a encomenda que quero onde quero na hora combinada (mesmo que mande um robô) e por último que JVC é a marca de imagem e dados, e não Sony. Explico.
Alguns podem achar que sou partidário da Teoria da Conspiração, corrente ideológica que se acha sempre vítima de uma conspiração, mas durante todo o filme um robô COINCIDENTEMENTE chamado Sonny acaba fugindo de uma das regras que é a de que as máquinas não podem ter sentimentos, ou seja, ele é um aparelho defeituoso. Tudo isso em contraposição, ao aparelho de som JVC que não é um modelo de 2035 (época do filme), mas um dos dias atuais que obviamente funciona perfeitamente. Será tudo isso somente coincidência? Com quais valores querem me comercializar o entretenimento pelo qual pago caro? Em se tratando de um embate de marcas de imagem, por que tudo no filme gira em torno de imagens, projeções, resumindo áudio e vídeo? Em 2035 não haverá nada físico? Somente som e imagem? Ah, empurra goela abaixo que eu gosto...
Filmes que são marketing puro não são novidade. Posso falar de uma dezena de filmes que exploram a Nova Iorque pós 11 de setembro. Em todos eles NYC é segura, limpa e ensolarada. Spiderman I e II, Maid in Manhattan, Efeito Borboleta, Eu Robô. Esses me vêm a cabeça agora enquanto escrevo, porém a lista é enorme. Também lançado em 2001 tem Náufrago com Tom Hanks. A única coisa que entendo dali é que se eu mandar Fedex minha encomenda chega de qualquer maneira, a mesma mensagem que tentam passar na película que vi ontem.
Uma pena que a sétima arte esteja sendo tão banalizada por Hollywood. Não estou sendo preconceituoso com o cinema americano. Preconceito, qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico, segundo Houaiss, requer a falta de exame crítico, porém esse filme só fez reforçar o já propalado nome para as produções de lá: enlatados...

Friday, August 06, 2004

Radiobrás

Alguém já se deu ao diligente trabalho de ouvir a Voz do Brasil? Ou melhor, alguém que você conhece escuta a Voz do Brasil? Bem, ontem, cozinhando, liguei o rádio e calhou de cair justo nela. Como não sou radical, resolvi ouvir o programa com atenção a fim de saber o que eles transmitem e o por quê de ser tão odiado. Basta lembra que há alguns houve um movimento para tira-la do ar. Até que não seria mau negócio...
Criada na década de 30 durante o Estado Novo a Radiobrás foi arma política do governo de Getúlio Vargas, de 1930-1945. Ditador, ele necessitava expor suas idéias e convencer as massas de que estava realmente correto. Bem, isso é passado, em mais alguns anos a Radiobrás completa 70 anos, porém nada mudou.
A atual Voz do Brasil, embora estejamos vivendo num regime democrático, vem sendo usada pelos governos pós 88 da mesma maneira como ambas ditaduras a utilizaram. Sinceramente pelo que ouvi na transmissão, achei que estava na Dinamarca e não tinham me avisado. O locutor, com aquele tom de voz característico, iniciava cada frase com ou o presidente Lula...ou o governo federal..., após algum tempo ou você cai no blá bla blá ou acaba atirando o rádio pela janela. Contudo, insisti ainda um pouco mais pois queria formar opinião a respeito do programa que emite as notícias que fazem diferença no seu dia-a-dia (sic). Segundo Jeffrey Steingarten, crítico culinário da Vogue e autor de O homem que comeu de tudo, é necessário provar algo três vezes para poder emitir um parecer realmente embasado. Seria querer demais desse pobre escriba ouvir aquele lixo noturno mais que uma vez...
Se você existe, você é político e isso é fato. Eu, despretensionamente, estou de alguma maneira formando opinião em você, leitor. Contudo eu não me utilizo de um órgão de Estado para uma política de governo. A atual administração federal usa do Estado para atingir seus fins e não o contrário.
Classe média não elege ninguém, já diriam os conhecedores de marketing político nem escuta Voz do Brasil ¿ basta fazer uma pesquisa em seu ciclo de amigos pra constatar que a população urbana educada politicamente não consome esse tipo de baboseira ideológica. Talvez seu avô, provavelmente como o meu, nascido na década de 30, a escute, mas eles são exceção e se a escutam é por outra razão.
Se por essa altura você tiver desistido de ouvi-la, não tenha pressa. Há uma parte jurídica muito interessante, porém ela é uma menor parte informativa envolta em um mar de propaganda política e manipulação ideológica das populações rurais, em grande parte, aqueles que decidem eleições e se rendem ao apelo econômico em detrimento da democracia efetivamente exercida.
Remontando a um dos posts anteriores, sugiro que você encare a transmissão como sendo uma tarefa a ser cumprida e não como um lazer, até porque entretenimento passa longe dali. Se mesmo após meu estímulo você não quiser sintonizar o rádio às 19h, eu até entendo: seu ouvido não é pinico...


P.S. Com vistas a minar a Voz do Brasil, pelo menos da maneira que me veio a mente, criei uma comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=258821 . Lá, além de engrossar a fileira dos que se opõem ao despotismo desse programa, você encontrará meu perfil. Grande abraço!

Carta a um amigo

Entreguei essa carta ao meu grande amigo Flocos quando de sua partida à Europa. Aos que interesserarem acompanhar suas andaças aí vai seu blog: http://www.micabe.blogger.com.br

Divirtam-se,

D.


Natal 06 de Agosto de 2004 (01:06)

Caro amigo,

Sentirei sua falta quando você estiver em outras terras. Sua presença junto a nós faz com que eu perceba como Deus tem o cuidado de colocar pessoas especiais em minha vida e uma delas é você.

Durante sua estada fora é provável que você tenha momentos marcantes: bons e ruins. Quanto aos bons aproveite porque eles farão você sorrir mais na frente. Quanto aos ruins saiba que eles farão crescer. Lá na frente você poderá rir bem mais por ter passado por tudo, isso e poder ser um homem mais maduro. A vida é uma sucessão de experiências que juntas redundarão em quem Felipe Gurgel, Felipe, Lipe ou somente Flocos será. Viva cada momento de sua experiência estrangeira, pois em cada um deles algo novo será mostrado e com certeza aprendido.

Saiba que o crescimento vem acompanhado de dor. Se vier a senti-la, lembre que eu, a torcida do América e mais um monte de gente estaremos com você. Sempre.

Tudo que você vive aqui em termos de sensações também vai rolar quando você estiver fora, porém elevado ao cubo. Experiência que você não vai esquecer jamais e que certamente vai fazer com que você volte um pouco mudado, mas não menos querido.

Sinto que estamos perto de ficarmos longe. O fim da minha graduação me abre diversas portas, assim como tambem ocorrerá com você, levando a diversos caminhos. Caso os nossos caminhos não se cruzem guarde junto a certeza que você vai no peito - lugar de amigos - mas no seu caso, irmão.

Se por ventura a essa altura você estiver emocionado, saiba que também estou agora em materializar o que você significa. A emoção nos traz mas pra perto da nossa essência e a mão trêmula de agora sempre vai ser a firme em te apoiar.

Ria, chore, beba, vomite, grite, cante, pule, aproveite, acredite...

Falar de você é simples já que somos semelhantes em muitos pontos. Contudo é dificil juntar o que eu diria em seis meses em alguns minutos de leitura.

Inteligente, você sabe o lugar que ocupa para cada um que você aqui deixa.

Por último três conselhos:

Não confie em qualquer pessoa;

Não beba o que lhe oferecem;

Nao dê lugar a saudade. Natal estará aqui. Há 400 anos tem sido assim.

Desde já lembre-se: todo carnaval tem seu fim. Vá com Deus, do amigo e irmão,

Daniel

Wednesday, August 04, 2004

Monografia II

Terminei ontem minha monografia e já a levei pro orientador olhar. Amanhã entrego definitivamente e espero só o dia de apresentar. Pelo que ouvi, não vão querer me encurralar na frente de todo mundo, muito menos me reprovar. Estou bastante aliviado, esse semestre foi dureza, mas sendo o último tudo valeu a pena.
No último post atribui todos os males da atualidade à monografia o que é verdade. Porém, muitos gostam de monografia. Tanto que até choram, esperneiam e se agarram ao professor pedindo mais uma para divertir as noites de sábados e as tarde de churrasco. Para mim pelo menos ela foi sofrível, não estava no clima de fazer algo do tipo, mas simplesmente tive, uma vez que não faço parte dos que escolhem o que e quando fazer.
Uma amiga minha sempre me falou de um livro intitulado ´Depende de como você vê´ , não sei era herança de família ou segredo de Estado, contudo não cheguei a ver o tal livro mas a ouvi contar e recontar tudo dele durante horas. Destinado ao público infantil, ele tenta colocar para as crianças a idéia de que a vida pode ser vista por diversos ângulos, lição que alguns adultos precisam ainda aprender...
Como estaria o mundo hoje caso todos, desde pequenos, tivessem lido e entendido o o que o ´Depende de como você vê´ diz? Imagino que os intolerantes seriam exceção e com eles iriam boa parte dos males que nos assolam atualmente.
Dei adeus à minha filha, monografia, porém outros projetos estão por vir. Cada qual com seus aspectos bons e ruins, só depende como eu veja.

Sunday, August 01, 2004

Monografia

Clichê - frase que se banaliza por ser muito repetida, transformando-se estereótipo, de fácil emprego pelo emissor e fácil compreensão pelo receptor; lugar-comum, chavão.

Seguindo a proposta do blog, a qual pretendo seguir fielmente ou até mesmo muda-la para que siga fiel a mim, hoje escreverei sobre o que mais me aflige atualmente, a tal da monografia. Temida por 99% dos alunos, de acordo com dados da Royal Academy of Engineering, aqui no Brasil e em Natal, não é diferente. Junte-se a isso o velho costume de ir deixando tudo para última hora e estão prontos os ingredientes para o stress, correria, abandono do convívio social, trabalhos mal feitos e em alguns casos até reprovação.
Sou totalmente contrário à teoria de que o brasileiro deixa tudo para a última hora. Primeiramente nem da Globo eu gosto e ela é mestre em usar esse clichê, geralmente em abril, quando é a época de entregar as declarações do imposto de renda (outro absurdo nacional que eventualmente discutirei aqui, mas não sei até que ponto você está disposto a saber o que penso sobre o papel do Estado). Se as coisas são deixadas para última hora deve haver um motivo pra tal, até porque ninguém é imbecil a ponto de seguidamente se estressar com a própria falta de habilidade de gerir o tempo. Porque então não se diz que o brasileiro deixa tudo pra última hora em se tratando de assistir a copa do mundo? Ou tirar férias? Fazer o churrasco de fim-de-semana? Aproveitando o ensejo, se tirarmos da Globo seus clichês ela fica sem nada.
Na vida, apenas uns poucos ricos e sortudos, dentre outras exceções, têm a opção de fazerem o que querem na hora que bem entendem e pronto. Contudo, a grande maioria, tem que se propor interações sociais, ora legais ora sacais, como faculdade, trabalho, chefe, vizinhos et cetera. Infelizmente esse não é meu caso, porém tento levar as coisas numa boa e dentro dos prazos. Segundo um filósofo Nepalês Xung Hira Chim III ¿a vida é uma seqüência de rotinas, festa é a exceção, é por essa busca de fazer de cada dia uma festa que o mundo hoje está à beira do caos¿. Para embasar novamente Chim, temos o caso do Juiz Nicolau Lalau que teoricamente não precisaria desviar recursos, para viver porém o fez na busca incessante pelo luxo.
Termino compartilhando com cada um de meus quase-leitores-de-sempre minhas questões quanto à rotina e a obrigação de fazer certas coisas. Piadas e clichês aparte, às vezes me sinto espremido entre prazos e sugado pelas obrigações que só me contrariam, como a maledeta monografia, titulo desse texto dominical. Saiba que você não está só em sua batalha, certamente diária, de encarar o que acaba muitas vezes por lhe fazer mal, mas tem que ser feito. Ás vezes com bom humor e um tanto de paciência, tudo se leva numa boa. Eu, por exemplo, como bom brasileiro seguindo o clichê global, preferi escrever e postar esse texto ao invés de voltar pra minha monografia que deve ser entregue amanhã... De repente, a Globo tem seu quê de razão.

Monografia finalizando, amanhã ponho a cruz no calvário.

Forte abraço, D.